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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MENSAGEM DE ANO NOVO


   Estamos nos primeiro dias de 2011...
   O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...
            Ainda seremos os mesmos.
            Ainda teremos os mesmos amigos.
            Alguns o mesmo emprego.
            O mesmo parceiro(a).
            As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
            Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.
            Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...
            A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2010, teremos um ano INTEIRO pela frente!
            Um ano novinho em folha!
            Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
            Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...
            Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos....
            365 dias para fazermos o que quisermos...
            Sempre há uma escolha..
            E, exatamente por isso, eu desejo que você faça a melhor escolha que puder.
            Desejo que sorria o máximo que puder.
            Cante a música que quiser.
            Beije muito. Ame mais. Abrace bem apertado.
            Agradeça por estar vivo e tenha sempre mais uma chance para recomeçar.
            Agradeça as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas. E ninguém pode ou deve questioná-las.
            Quero agradecer a você que eu tenho como amigo:
            Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.
            Aos que eu fiz este ano.
            Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.
            Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
            Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.
            Aos que moram perto e eu vejo sempre.
            Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair.
            Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.
            Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.
            Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que este mundo é mesmo divino.
            Obrigado por fazer parte da minha história!
            Um Feliz Ano Novo para você!
    

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

NÃO SE VISITA MAIS

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. 
Lembro-me  de  minha  mãe  mandando  a  gente  caprichar  no  banho  porque  a
família  toda  iria  visitar  algum  conhecido.  Íamos  todos  juntos,  família  grande,
todo mundo a pé. 
Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os
donos  da  casa  recebiam  alegres  a  visita.  Aos  poucos,  os  moradores  iam  se
apresentando, um por um.

 – Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão
dos meus irmãos. 

Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

 – Mas vamos nos assentar, gente. 
Que surpresa agradável


   A conversa rolava solta na sala. 
Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre.

Eu  e  meus  irmãos  ficávamos  assentados  todos  num  mesmo  sofá,
entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. 

Retratos  na  parede,  duas  imagens  de  santos  numa  cantoneira,  flores  na
mesinha de centro... casa singela e acolhedora. 
A nossa também era assim.

   Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. 

Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes.
Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das
filhas – e dizia:

   – Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. 

O  café  era  apenas  uma  parte:  pães,  bolo,  broas,  queijo  fresco, 
manteiga,

biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

   Juntava todo mundo e as piadas pipocavam


As gargalhadas também. 
Pra que televisão?
 Pra que rua? 
Pra que droga? 
A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... 

Era  a  vida  respingando  eternidade  nos  momentos  que  acabam....  era  a  vida
transbordando simplicidade, alegria e amizade...
    Quando  saíamos, os donos da casa ficavam à porta  até que virássemos a
esquina. Ainda nos acenávamos. 

E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com
o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. 

Era  assim  também  lá  em  casa.  Recebíamos  as  visitas  com  o  coração  em
festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, t ambém ficávamos, a
família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte
da noite.

   O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão,
vídeo, DVD, e-mail... 
Cada  um  na  sua  e  ninguém  na  de  ninguém.  Não  se  recebe  mais  em  casa.
Agora  a  gente  combina  encontros  com  os  amigos  fora  de  casa:
   – Vamos marcar uma saída!.... 
– ninguém quer entrar mais.
    Assim,  as  casas  vão  se  transformando  em  túmulos  sem  epitáfios,  que
escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. 
Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que
assustadores.
   Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança
do  café,  dos  pães,  do  bolo,  das  broas,  do  queijo  fresco,  da  manteiga,  dos
biscoitos do leite.
   Que saudade do compadre e da comadre!









domingo, 31 de outubro de 2010

ACASO


"Cada um que passa em nossa vida,

passa sozinho, pois cada pessoa é única

e nenhuma substitui outra.

Cada um que passa em nossa vida,

passa sozinho, mas não vai só

nem nos deixa sós.

Leva um pouco de nós mesmos,

deixa um pouco de si mesmo.

Há os que levam muito,

mas há os que não levam nada.

Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,

e a prova de que duas almas

não se encontram ao acaso. "



Antoine de Saint-Exupéry


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

TOLERÂNCIA



Das coisas mais difíceis que há. Isso é que é a tolerância.

Você e eu somos diferentes. Em maior ou menor grau, somos diferentes. Pensamos diferente, cremos diferente e mesmo nas semelhanças somos diferentes. Mas eu e você não vivemos em uma ilha isolada e portanto temos que conviver. E aí a coisa fica complicada.

É assim na vida.

Na nossa vida aparecem pessoas de todo jeito, com crenças, posturas, opiniões e modo de se expressar os mais variados. Concordo com alguns, discordo de muitos, me identifico plenamente com poucos e me pareço com uns 3 ou 4. E aprendo com todos, sem exceção.

Ainda que não adote para minha vida a opinião de todos, eu aprendo. Especialmente sobre tolerância e aceitação.

E tenho uma experiência de vida que quero repartir com você:

É melhor ser feliz do que ter razão. Eu, durante muito tempo da minha vida, dei murro em ponta de faca. Achava que para viver bem e ser feliz a minha verdade precisava ser aceita. Afinal, eu estava com a razão…

Mas a vida não é assim. Ninguém é possuidor da verdade total, e o que serve a mim pode não servir para mais ninguém.

Parece frase de livro de auto-ajuda mas não é. É algo que aprendi e me fez melhor. 

Melhor para mim e para quem convive comigo.

Claro que isso não significa perder a personalidade e virar vaquinha de presépio (aquela que só fica balançando a cabeça fazendo sim). Mas manter a postura e querer impô-la aos demais é muito diferente.

Como eu disse, na nossa vida há pessoas de todo jeito passeando pelos corredores, se encontrando, se descobrindo. Afinal são tantas crenças, tantos contrastes…E exercitar a tolerância é, para mim, o grande achado dos últimos tempos!

Sabe por quê?

Porque a tolerância detém a violência e faz florescer a paz.

E paz é o que eu quero mais!

Frase para pensar:
Tolera. Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua.

Um beijo no coração

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

“SOBRE A PSICANÁLISE”

Todos ouvem o que vc fala, os amigos escutam o que vc diz e o psicanalista presta atençaõ ao que vc não diz!

A psicanálise surge da ambivalência e da incoerência e direciona seu olhar para o homem com todas as suas contradições. Pensando a psicanálise, eu penso sobretudo o quê é ser humano e as consequências disso. Para Freud, e depois para Lacan, é a partir dos tropeços e do inconsciente que o homem pode ser configurado como sujeito.

Hoje vivemos uma busca do sujeito como signo de uma época, visto que isso se encontra impresso nas ações e nos sintomas contemporâneos. Fazemos parte de uma sociedade deprimida, que faz calar o desejo de se engajar e de se posicionar na sua singularidade.

A modernidade nasce de uma necessidade de rompimento com a tradição e com uma ânsia de autonomia, mas, muitas vezes, o sujeito se perde aí. A psicanálise, está imbuída desse espírito de se comprometer na busca da verdade do sujeito- daí sua face de não- conformidade em contraposição à falta de perspectivas realmente libertárias dos tempos atuais.
Ser psicanalista é antes de tudo focar seu olhar no outro, dentro do universo do outro, mas antes sem se esquecer da sua essência pois,  todo psicanalista não só tem o seu método: ele próprio é esse método.
Márcia Frati e Ricardo Ribeiro

domingo, 26 de setembro de 2010

QUEM É NOSSO VAMIPIRO?

Às vezes é difícil nos desvincilharmos de algumas heranças do passado, das quais gostaríamos de nos ver livres o quanto antes.

São companhias, assuntos e situações que parecem nos arrastar para um tempo do qual não temos a menor saudade, que poderia ter sido diferente ou simplesmente não ter acontecido.

Certa vez li uma pequena análise sobre a obra "Drácula", de Bram Stoker, que nunca mais esqueci. Talvez por retratar perfeitamente isso que tento explicar.

O autor, Richard Noll, em seu livro "O culto de Jung", dizia o seguinte:

"Rei dos vampiros, Drácula é o perfeito horror cultural do fim de século: algo que, embora continue vivo há séculos, ainda assim está morto; um morto-vivo que suga a vitalidade dos vivos, tal como fazia a própria civilização europeia."

Essa é uma imagem perfeita para o que me refiro. Um passado que nos persegue não é nada mais que isso: um morto que permanece vivo e suga nossa energia vital. Um fardo, um parasita, um hospedeiro que vive sobre nossos ombros e que lutamos e sacudimos com violência para lançar ao chão, mas que sempre volta.



 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A VERDADE DÓI...


Nunca estamos preparados para ouvir a verdade, pricipalmente quando esta verdade vai de encontro a nossa imagem.
Estar preparado para ouvir verdades é sinal de amadurecimento e crescimento interior.
Temos que estar bem com nossa auto-imagem, afinal "é o que temos para o momento" e se uma gordurinha aqui, uns quilinhos a mais na balança ou uma barriguinha estão te incomodando, não deixe que isso estrague o seu dia e nem deixe de usar aquela roupa nova, só porque ela não ficou da maneira que você se imaginava nela, afinal hoje é o dia!
E a melhor de todas as dicas: ouça a verdade que o outro está dizendo sem maiores dramas, pense a respeito e pergunte-se que importância tem essa verdade na minha vida e mais...essa também é a minha verdade?
Porque a melhor de todas as verdades é sermos verdadeiros conosco mesmo.