BEM VINDO!
Relaxe e Pense!!!!

Há muitas armadilhas ocultas no envolvimento entre duas pessoas e a pior delas é a PERDA DA IDENTIDADE PESSOAL, ou seja, a entrega, não à realização da experiência do Amor, mas ao OUTRO.
Alguém desconhece (ou duvida), da sedução implícita no desejo de ENTREGAR-SE PERDIDAMENTE?
Pode parecer ainda mais sedutor narcotizar-se mutuamente, através de contratos de cumplicidade, rotinas de conveniências e comunhão de interesses mútuos que, no conjunto, só servem para ocultar o SENTIDO e o VALOR de uma VIDA COMPLETA, COMUNGADA COM O COMPANHEIRO DE JORNADA.
Muitos vivem o mito de que é preciso reprimir tudo que for individual para haver harmonia e felicidade familiar e conjugal, posto que estas dependem de renúncia ao EU e de submissão aos OUTROS (esta característica era mais comum entre as mulheres, mas também aparece nos homens, pois não tem nada a ver com o gênero e, sim, com a ação das Polaridades Psíquicas).
Por que isto acontece? Ora, a pessoa que se sente “insegura”, “dividida” e “incompleta” (homem ou mulher), aceita pagar qualquer preço para não se sentir rejeitada nem separada do OUTRO.
Qualquer pensamento ou sentimento separativo é reprimido e censurado em prol de atitudes e sentimentos que pareçam “garantir” ou “assegurar” a continuidade da relação. Deste modo, os pensamentos e sentimentos espontaneamente pessoais são evitados como ameaçadores e perigosos para a continuidade da relação. Acredita-se estar omitindo a verdade (aos olhos do OUTRO), dissimula-se, esconde-se tudo que for considerado perigoso ou censurável...
Na necessidade de sentir-se acompanhado, qualquer um que se sinta incompleto pode chegar até aos extremos de uma ENTREGA INCONDICIONAL, mas os caminhos da “devoção ao OUTRO” e da perda do EU psicológico já estão esgotados.
Esta via serviu mais ao Estado do que aos indivíduos envolvidos; serviu mais às necessidades sociais (incluindo as das Instituições estabelecidas: família, igreja etc.), do que ao crescimento psicológico dos indivíduos envolvidos no processo.
As metas do desenvolvimento psicológico são:
- Nos tornarmos completos (realizando os opostos).
- O acordar da CONSCIÊNCIA individual.
Todos sabemos da insuficiência e da inutilidade de se fazer exortações morais em prol da permanência (por obrigação), no casamento ou na relação, pois já se esgotou o sentido da “obrigação” e o do “dever”.
Atualmente é a dinâmica psicológica entre os opostos que pode garantir ou dar bases à entrega e à permanência, de cada um, em um casamento.
Se ela acontecer, que se veja justificada pela busca de se viver em amor e em cooperação autênticas, sem forçar as aparências e sem esconder as “realidades sombrias” que, de fato, assaltam cada convívio conjugal.
Para o crescimento psicológico acontecer, em uma vida a dois, o amor e a liberdade precisam conviver, enfrentando-se o risco de não dar certo para que se possa - também - correr o risco de que dê certo.
A busca da liberdade, do prazer e da responsabilidade pessoal pode - e deve - ser permeada por um sentido de finalidade, de desenvolvimento e de expansão da CONSCIÊNCIA individual.
Nesta expansão, descobre-se o OUTRO como alguém que também está exposto aos desafios da vida e que tem seus pontos fortes, assim como os seus defeitos e notórias dificuldades. Contudo, seu mérito não está em ele ser perfeito, mas em TAMBÉM estar em uma luta para crescer, amadurecer e aprender...
Um relacionamento REAL se dá no mundo do “NÓS” que, naturalmente, é o resultado da interação de “UM” com o “OUTRO”.
Porém quantos se esquecem que se houver uma obliteração (negação) do EU (ou de tudo que é pessoal), o resultado desta dinâmica pode ser uma falência total!
Quantos deixam de viver a própria vida para viver a vida “DO OUTRO” ou “PARA O OUTRO”?
Quantos entendem a vida de relacionamento como uma RENÚNCIA a tudo que for pessoal ou individual?
No sentido oposto, temos que lembrar que A IGUAIS RESULTADOS DESENCORAJADORES chegam:
- Aqueles que se satisfazem com a crescente submissão do “OUTRO” ao seu próprio poder pessoal.
- Aqueles que gostem de dominar. Ou, ainda.....
- Aqueles que gostem de ganhar qualquer discussão ou disputa, transformando qualquer troca em um combate de “pontos de vista particulares”.
Quantos casais se desgastam em “conversas de surdos” nas quais ninguém ouve ninguém!
Quantos homens e mulheres vivem sob a regra de que "se alguém tiver de dar o braço a torcer, que seja (sempre!) o OUTRO”!
Trabalhando há mais de vinte anos com a terapia de casais eu posso afirmar que, em uma briga, não existem um ganhador e um perdedor; mas sim, dois perdedores desperdiçando oportunidades de evolução e de aprendizado...
Voltando a comentar o que ocorre na atitude mais “conformista” (antes tão comum nas mulheres):
Quando acreditamos que é HARMONIA o exagero contraproducente de “fugir do confronto e concordar com o OUTRO em tudo”, estamos em verdade acendendo o pavio de uma bomba que, na certa, disparará em futuro próximo ou remoto.
Do mesmo modo, se acende o estopim para aqueles que acreditam que VIVER EM HARMONIA é obrigar o OUTRO a uma concordância incondicional!
Quanto mais cedo esta "bomba" explodir, melhor será para todos os envolvidos...
Quando contamos com a união de forma muito temerária (exagero da dependência), acabamos atraindo aquilo de que mais tentamos fugir: a separação e o desrespeito por parte do OUTRO.
Vice-versa, quando jamais admitimos mostrar "fragilidade" (exagero da independência), não temos "olhos" para valorizar o OUTRO naquilo que é mérito dele; e nada fazendo para sustentar as bases de uma cooperação entre os opostos (união), chegamos a um resultado igualmente frustrante.
Achamos bonito e romântico aquele casal que, quando um morre, o outro o acompanha em poucos meses já que:
“A vida pessoal não faz qualquer sentido na ausência do companheiro”!!!
Estes dois podem ter vivido um grande amor, mas também podem ter vivido uma engolidora dimensão do "NÓS", que eclipsava a existência real dos "EUS".
Quantos foram juntos até o fim odiando-se mutuamente...
Que enorme poder isto movimenta!
Contudo, a realidade psicológica mudou e hoje a exigência é a de que qualquer um de nós desenvolva consciência das possíveis oposições internas básicas:
- Consciente & Inconsciente
- Persona (personagem para os outros) & Sombra (aspectos humanos que possuímos, mas que são negados na personalidade)
- Polaridades Masculina & Feminina (e...... todas as outras polarizações possíveis)
- O que EU acho que sou e o modo como o OUTRO me vê.
- A Imagem “polida e filtrada” que eu projeto para os OUTROS e a pessoa que eu realmente SOU.
A exigência psicológica atual é a de que se abandone a cômoda facilidade de culpar o OUTRO por ele ser obstáculo, limite, barreira ou adversário para o crescimento individual.
É sempre mais confortável para o EU culpar o OUTRO por sua infelicidade, falta de realização pessoal ou frustração.
É sempre mais difícil notar que tudo aquilo que usamos para culpar o OUTRO não passa de uma mera PROJEÇÃO PESSOAL (e INCONSCIENTE) sobre o parceiro da relação.
Hoje, o homem e a mulher amadurecida sabem que não existe harmonia que não surja de algum conflito, bem como não se encontram as soluções através do expediente de fugir dos problemas e dos conflitos.
Nos casais mais maduros a crise não é evitada a todo custo, mas simplesmente “afastada” por uma eficiente e atenta negociação (permanente), que abarca todos os aspectos possíveis da convivência.
Não se pode ser autêntico (em nenhum relacionamento humano), desconsiderando a existência real do OUTRO ou fazendo-se ausente da experiência real do EU.

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada
coisa.
Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.
As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela
menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia.
Quando ela se dava conta,
todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer
de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento
reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu
deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua
cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.
Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda
sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que
devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta
rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que
pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo
percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha
é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que
seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada
especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final
do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar
algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros
outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto
ou vermelho.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas,
geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua
boca depressa.
Desatino é um desataque de prudência.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e7I
assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não.
Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um
enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um
despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez
porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação,
esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.
Caetano Veloso, sabiamente, disse em sua canção Dom de Iludir:"cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...", o próprio nome da canção já é um bom assunto, mas vou me deter na frase que hoje me inspira.
Quando estabelecemos relacionamentos em nossa vida, sejam eles românticos, profissionais ou sociais queremos ser aceitos incondicionalmente com toda nossa bagagem de vida, todos nossos aprendizados e nossas frustrações. Aportamos na vida do outro, abrimos nossa bagagem e vamos caminhando por uma estrada em comum como companheiros de viagem. Mas muitas vezes esquecemos que o outro também possui sua própria bagagem, com aprendizados e frustrações diferentes das nossas. Esperamos que o outro faça sua trilha no ritmo que julgamos melhor, isso porque olhamos para essa jornada com as experiências que trazemos em nossa bagagem...
O certo e o errado não existem quando a caminhada é compartilhada com alguém. O que existem são valores comuns, em certos aspectos e um consenso imposto pelo meio social que vivemos; as demais questões serão decididas de acordo com as experiências individuais de cada um.
E o que é melhor em determinado momento, a minha experiência ou a do outro?
E se eu lhe disser que nenhuma das duas? Porque as experiências individuais só servem para você, só cabem na sua bagagem, assim como a do outro só cabe na bagagem dele. Por isso, impor sua maneira de agir em momentos decisivos, pode não ser a melhor solução. Com certeza a busca de uma nova solução com idéias em comum, será sem dúvida, o que caberá na medida certa na bagagem de cada um.
Esperar que o outro concorde com atitudes que retiramos da nossa bagagem, impor e esperar que ele apenas acate as nossas decisões como a melhor solução para ambos, numa jornada compartilhada, só servirão para que sejamos abandonados no meio caminho.
Não devemos nos esquecer que cada um de nós é um universo de sentimentos, vivências e necessidades... e isso faz de nós seres únicos, com uma bagagem, um sabor e uma dor diferente do outro... e isso serve apenas para nós mesmos...para mim e para o outro simultânemente, cabe aquilo que juntos decidirmos.
Hoje eu gostaria convidar você para um CHÁ, mas não um chá tradicional como àqueles ingleses, pontualmente às 17 hs, nem um chá entre amigas como os "de cozinha" ou "de bebê". Eu gostaria de convidá-lo para:
Conhecimento
Habilidade
Atitude
Surpreso por eu te convidar para este chá diferente?
Não penso que deveríamos surpreender-nos tal convite, pois estas três palavras deveriam ser uma constante em nossa vida.
CONHECER-SE é fundamental para enfrentar todas as situações do dia a dia, conhecer os próprios limites, os próprios conflitos e principalmente as próprias necessidades. Porque reconhecer isso nos outros é fácil, mas quando temos que fazer uma viagem interior... sempre achamos alguma desculpa para protelá-la ! Esta viagem urge em ser feita, pois temos que ter a exata noção de quem somos para interagir verdadeiramente com o mundo.
HABILIDADE é uma característica que temos que adquirir diante dos nossos limites e conflitos para ter coragem suficiente para fazer uma autoanálise e observar porque sofremos tanto.
ATITUDE é o passo imediatamente seguinte que devemos ter, para mudar aquilo que não nos faz bem e nos incomoda. Ter uma postura de querer amadurecer e crescer nos sentimentos, vivências e necessidades é o que nos faz tomar atitudes positivas em relação aos outros e principalmente a nós mesmos. Com certeza após tomarmos atitudes em nossa vida que visam uma edificação interior, teremos uma visão mais clara e mais coerente de tudo o que nos rodeia. Dificuldades e conflitos certamente virão....mas estaremos muito mais preparados para enfrentá-los...
E agora que tal um CHÁ?